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Glossário

Os termos do relatório e do trace 10046 em ordem alfabética, do tempo de resposta e do componente ao hard parse, às leituras cr e cu e ao sql_id.

Vale para: Relatório do WaitScope e traces 10046

Os termos do relatório e do trace 10046, em ordem alfabética. Os nomes em negrito são os que a console mostra; os campos do trace estão em Linhas do trace 10046 que o WaitScope lê.

A

achado
Item do Diagnóstico: um padrão que costuma explicar o perfil, como espera pela aplicação, leitura lenta ou hard parse. Cada achado tem uma severidade, um título e, quando se aplica, a parte do tempo total envolvida. O código do achado, como TEMPO_NA_APLICACAO, não aparece na tela: a API o devolve no campo code. É uma pista para a análise, não uma conclusão. Veja Diagnóstico.
ação
O valor de ACTION NAME, que a aplicação informa ao banco para dizer o que está fazendo. O relatório lista as ações do trace em Ação, no cartão Sessão e ambiente, sem máscara.

B

bind (variável de bind)
Marcador no texto do SQL, como :1 ou :b1, cujo valor vai separado do comando. Com bind, o mesmo cursor serve a valores diferentes. O trace grava os valores no bloco BINDS, nos níveis 4 e 12 do 10046; o WaitScope ignora esse bloco, e os valores nunca entram no relatório.

C

c
Tempo de CPU de uma chamada, no campo c= das linhas PARSE, EXEC, FETCH e CLOSE. No perfil, vira as linhas CPU: PARSE dbcalls, CPU: EXEC dbcalls e assim por diante, sem a CPU das chamadas recursivas.
chamada
Pedido da sessão ao banco, numa linha do trace com o tipo e os números dela: PARSE, EXEC, FETCH, CLOSE e, menos comuns, UNMAP, SORT UNMAP e as chamadas de LOB. O resumo conta todas, em qualquer profundidade, em Chamadas ao banco.
chamada de nível 0
Chamada com dep=0, feita direto pela aplicação. As recursivas acontecem dentro dela. O intervalo entre o fim de uma chamada de nível 0 e o início da próxima é tempo entre chamadas: espera pela aplicação ou tempo não contabilizado entre chamadas.
classe de espera
O grupo do evento de espera no Oracle (wait_class), como User I/O, System I/O, Commit, Concurrency, Network e Idle. O perfil por classe soma os componentes de cada uma, com CPU, Não contabilizado e Não classificado à parte, e a soma também dá o tempo total. Evento que o WaitScope não sabe classificar fica em Não classificado. Veja classes de espera e SQL recursivo.
CLOSE
Chamada que fecha o cursor. Traz CPU, duração, profundidade e o tipo de fechamento, e costuma ser rápida.
coleta
Vários arquivos de trace analisados como um só. É o caso da aplicação que troca o tracefile_identifier e reparte a mesma sessão em vários arquivos. O WaitScope põe os trechos na ordem do tim; com mais de uma sessão, o tempo total é a soma do tempo de cada uma. Veja analisar vários traces juntos.
comando
Um SQL ou bloco PL/SQL distinto do trace, pelo sql_id ou, em trace sem ele, pelo hash value. Comandos distintos, no resumo, conta quantos são, um a um, mesmo quando as listas juntam numa forma os que só diferem nos literais. Quando a conta é estimada, aparece como cerca de N.
componente
Cada linha do perfil do tempo de resposta: a CPU de um tipo de chamada, um evento de espera ou uma das duas linhas de tempo não contabilizado. Somados, os componentes dão o tempo total.
contribuição
Quanto um comando pesa no tempo total: a duração das chamadas de nível 0 dele somada às esperas entre chamadas no cursor dele. A lista Comandos SQL por contribuição ordena por ela. A diferença entre o tempo total e a soma das contribuições aparece como tempo não atribuído a nenhum comando. Compare com inclusivo.
cr
Leituras consistentes (consistent reads): blocos lidos na versão que vale para o início da consulta. Campo cr= das chamadas e das linhas STAT, coluna Consistente (CR). Somado ao cu, dá o LIO.
cu
Leituras em modo corrente (current): blocos lidos na versão atual, em geral para alterar dados. Campo cu=, coluna Corrente (CU). Somado ao cr, dá o LIO.
cursor
A área que o Oracle usa para executar um comando na sessão. Cada linha do trace traz o número do cursor (#1), que liga PARSE, EXEC, FETCH, WAIT e STAT ao texto do PARSING IN CURSOR. O mesmo número pode ser reaproveitado por outro comando mais tarde.
custo
A estimativa do otimizador para uma operação do plano (cost= na linha STAT), numa unidade interna do Oracle. Não é tempo. Coluna Custo no plano.

D

deadlock
Duas ou mais sessões esperando uma pela outra. O Oracle desfaz o impasse com o erro ORA-00060 numa delas e grava o bloco DEADLOCK DETECTED no trace dessa sessão. O WaitScope lê o bloco no trace só de deadlock ou dentro de um 10046. Veja Deadlocks.
dep
A profundidade da chamada (dep=): 0 para o que a aplicação chamou, 1 para o SQL que esse comando executou, 2 para o SQL disparado pelo de nível 1, e assim por diante. Coluna Prof. na lista de comandos.

E

e
A duração da chamada (elapsed), no campo e=. Inclui a CPU, as esperas dentro dela e as chamadas recursivas. O que sobra depois de tirar tudo isso é tempo não contabilizado dentro da chamada.
ela
A duração de uma espera, no campo ela= da linha WAIT.
espera
Tempo em que a sessão parou à espera de algo: disco, rede, bloqueio, a aplicação. Cada espera é uma linha WAIT com o nome do evento (nam=) e a duração (ela=). Só aparece com o nível 8 ou 12 do 10046.
esperas entre chamadas
As esperas fora de qualquer chamada, entre uma chamada de nível 0 e a próxima, como SQL*Net message from client. O resumo mostra o tempo delas em Esperas, como “N s entre chamadas”.
estimado
As linhas que o otimizador previu para uma operação do plano (card= na linha STAT). O detalhe do comando compara com as linhas reais por execução e marca em vermelho o erro de 10 vezes ou mais. Veja estimativa de linhas errada.
EXEC
Chamada que executa o cursor: roda o DML, abre a consulta ou executa o bloco PL/SQL. Coluna Exec na lista de comandos.

F

FETCH
Chamada que busca linhas de uma consulta. Cada FETCH traz um lote de linhas (r=); muitas chamadas com poucas linhas cada indicam lote pequeno. Veja muitos FETCH com poucas linhas.
forma
O texto de um comando com os literais trocados por marcadores: :s no lugar de texto entre aspas e :n no lugar de número. Comandos que só diferem nos literais têm a mesma forma e, nas listas do relatório, viram uma linha só, com os totais somados e o selo N variantes. Veja Textos compartilháveis e literais em vez de bind.

H

hard parse
PARSE que precisa montar o cursor do zero, com a análise do texto e a escolha do plano pelo otimizador, porque não achou um igual pronto na memória compartilhada. Aparece como mis=1 na linha PARSE. É comum em SQL com literais no lugar de bind. Veja muitos hard parses.

I

Idle
A classe de espera de quando a sessão aguarda trabalho. Num trace de sessão, é quase sempre SQL*Net message from client: o tempo da aplicação, da rede e do usuário.
inclusivo
A soma da duração de todas as chamadas de um comando, em qualquer profundidade, com o SQL recursivo que elas disparam. Compare com contribuição.

L

latência
A distribuição da duração das esperas e das chamadas em faixas de potências de 10. Mostra se o tempo vem de muitas ocorrências rápidas ou de poucas lentas. Veja Latência.
linha STAT
Linha do trace com uma operação do plano de execução: a operação, o objeto, as linhas produzidas, as leituras, o tempo e a estimativa do otimizador. Juntas, as linhas STAT de um cursor formam o plano que o relatório mostra. Veja a linha STAT.
LIO
Leituras lógicas: a soma de cr e cu, em blocos. Coluna LIO na lista de comandos.
literal
Valor escrito direto no texto do SQL, como 'EXEMPLO' ou 42, em vez de um bind. Cada valor diferente vira um texto diferente para o banco. A máscara de literais esconde esses valores no relatório. Veja Literais escondidos no SQL.

M

mis
As falhas na library cache (misses) de uma chamada, no campo mis=. Na linha PARSE, mis=1 é hard parse. Coluna Misses em Tipos de chamada.
módulo
O valor de MODULE NAME, que a aplicação informa ao banco. O relatório lista os módulos do trace em Módulo, no cartão Sessão e ambiente, sem máscara.

N

nível do 10046
O quanto o evento 10046 grava: o nível 1 grava as chamadas, o 4 junta os valores de bind, o 8 junta as esperas e o 12 junta binds e esperas. O perfil precisa das esperas: use o nível 8. Veja níveis do evento 10046.

O

obj#
O número do objeto (object_id) na linha WAIT. Liga a espera à tabela ou ao índice lido e é a base de Objetos com mais tempo de espera. O nome vem das linhas STAT do trace, quando existem.
ocorrências
Quantas vezes um componente aconteceu: o número de esperas de um evento ou de chamadas de um tipo.
og
O objetivo do otimizador, no campo og= das chamadas. O WaitScope não usa esse campo.

P

p
Os blocos lidos do disco por uma chamada, no campo p=. Coluna Disco (PIO) em Tipos de chamada e PIO na lista de comandos.
PARSE
Chamada que analisa o texto do SQL e prepara o cursor. Pode ser hard parse (mis=1), quando monta o cursor do zero, ou reaproveitar um cursor pronto. PARSE a cada execução indica cursor aberto e fechado toda vez. Veja um PARSE a cada execução.
PARSING IN CURSOR
A linha que traz o texto do SQL de um cursor, até END OF STMT, com o tamanho, a profundidade, o tipo do comando e o sql_id.
perfil do tempo de resposta
A tabela que divide o tempo total em componentes: CPU por tipo de chamada, cada evento de espera e o tempo não contabilizado. A soma das linhas é exatamente o tempo total. Veja Perfil e o perfil do relatório de exemplo.
perfil exclusivo
O perfil de um comando sem o SQL recursivo que ele dispara. É o que Principais comandos por componente e por classe usa.
período
A data e a hora do início e do fim do trace, calculadas do tim a partir das linhas *** com data e hora. Aparece em Período, no resumo.
PIO
Leituras físicas: blocos lidos do disco, no campo p= das chamadas e pr= das linhas STAT.
plano de execução
As operações que o Oracle usou para executar o comando, montadas a partir das linhas STAT do trace. Mostra, para cada operação, as linhas, as leituras e o tempo, e destaca as que mais pesam. Veja Plano de execução.
plh
O plan hash value, no campo plh= das chamadas: identifica o plano usado. No detalhe do comando, aparece ao lado do título de cada Plano de execução.
pr
Os blocos lidos do disco por uma operação do plano, no campo pr= da linha STAT, somados aos das operações filhas.
pw
Os blocos gravados no disco por uma operação do plano, no campo pw= da linha STAT, como na ordenação que não cabe na memória. Somados aos das operações filhas, como o pr.

R

R (tempo de resposta)
O tempo total da sessão no trace, do início da primeira chamada ou espera até o último tim. É o Tempo total do resumo e o 100% do perfil. Numa coleta com várias sessões, é a soma do tempo de cada uma.
r
As linhas processadas pela chamada, no campo r=: as devolvidas no FETCH ou as alteradas no EXEC de um DML. Coluna Linhas.
recursivo (SQL recursivo)
SQL executado dentro de outra chamada, com dep maior que 0: o SQL de uma função ou procedure PL/SQL, de um trigger ou as consultas do Oracle ao dicionário. No detalhe do comando, aparece em SQL recursivo executado por este comando. Veja o cartão do SQL recursivo no relatório de exemplo.
releitura
A leitura do disco de um bloco que a sessão já tinha lido antes no mesmo trace. Releitura frequente indica cache pequeno ou acesso repetido ao mesmo dado. Veja Leituras.

S

sessão
A identificação da sessão rastreada, da linha *** SESSION ID: o SID e o serial#, seguidos do pid do processo no servidor, em Sessão, no cartão Sessão e ambiente.
severidade
O peso de um achado no diagnóstico: alta, média, baixa ou informação. O diagnóstico lista os achados da severidade mais alta para a mais baixa.
sql_id
O identificador de 13 caracteres que o Oracle dá ao texto de um comando. Vem no campo sqlid= do PARSING IN CURSOR e serve para achar o mesmo comando no banco, por exemplo em V$SQL. Coluna SQL ID. Em trace antigo, sem ele, o WaitScope usa o hash value (hv=).
SQL*Net message from client
A espera da sessão pelo próximo pedido da aplicação. Fica entre as chamadas e mede o tempo da aplicação, da rede e do usuário: ajuste de SQL não reduz esse tempo. Veja sessão esperando a aplicação.
STAT
Veja linha STAT.

T

tempo não contabilizado dentro das chamadas
A parte da duração (e) de cada chamada que não é CPU (c), nem espera registrada dentro dela, nem chamada recursiva. Costuma ser fila de CPU, paginação de memória ou código sem instrumentação. O valor negativo vem da granularidade da medida de CPU. Veja tempo não contabilizado dentro das chamadas.
tempo não contabilizado entre chamadas
O tempo entre o fim de uma chamada de nível 0 e o início da próxima sem nenhuma espera registrada: a diferença entre o tempo total e a soma das chamadas de nível 0 e das esperas entre elas. Cresce quando o trace foi ligado ou desligado no meio, quando o processo ficou fora da CPU ou quando falta arquivo da coleta. Veja tempo não contabilizado entre chamadas.
tempo próprio
No plano, o tempo de uma operação sem o das operações filhas. O LIO próprio segue a mesma conta.
tempo total
Veja R (tempo de resposta).
textos compartilháveis
A seção do relatório com as formas, os comandos que só diferem nos literais. Com bind, um único cursor serviria a todas as variantes de uma forma, e os hard parses cairiam. Veja Textos compartilháveis.
tim
O instante em que uma chamada ou uma espera terminou, em microssegundos (em centissegundos nos traces do Oracle 7 e 8). O início é o tim menos o e, ou menos o ela. O WaitScope usa o tim para pôr tudo em ordem, medir o tempo total e juntar os arquivos de uma coleta.
trace 10046
O SQL trace do Oracle, ligado pelo evento 10046 ou pelo DBMS_MONITOR: um arquivo de texto com cada chamada, espera e plano da sessão. É o que o WaitScope lê. Veja o conteúdo do trace.

U

unidade de tempo
A unidade dos tempos do trace: microssegundos do Oracle 9i em diante, centissegundos nos traces do Oracle 7 e 8. O resumo mostra qual em Unidade de tempo. Veja unidade de tempo no trace.

V

variante
Cada comando que pertence a uma forma, com os próprios literais. O selo N variantes conta quantas a forma tem, ou mostra cerca de N quando a conta é estimada. No detalhe da forma, a tabela Variantes que mais gastaram traz o SQL ID e os literais de cada uma; com a Privacidade dos relatórios ligada, os literais saem com *** e o SQL ID não aparece. Veja Variantes que mais gastaram.

W

WAIT
Veja espera.

X

XCTEND
A linha do fim de uma transação: rlbk=0 é commit e rlbk=1 é rollback. O resumo conta os dois, como “N commits · N rollbacks”.

Atualizado em 29/10/2026. Relatar erro nesta página